Cerâmica
A química do fogo: sílica e fundentes viram refratários para fornos industriais e fritas para esmaltes.
- Sílica → Forno de alta temperatura
- Forno de alta temperatura → Refratários
- Sílica → Fritas
- Fundentes → Fritas
- Fritas → Ateliê de esmaltes
Visão geral
Este subsetor cobre a "química do fogo": sílica (SiO₂) e fundentes (bórax, feldspato) sinterizados ou fundidos em alta temperatura, que geram tijolos refratários (revestem fornos industriais em vários setores, entre eles petroquímica e metalurgia) e fritas (vidro moído, base dos esmaltes de revestimentos cerâmicos e louças). Não cobre argila, olaria nem cimento.
No mundo, a indústria cerâmica tem peso relevante, com grandes polos na Europa, na Ásia e na América do Norte, onde predominam tecnologias avançadas e inovação em design.
Como se produz
Sinterização do tijolo refratário: a areia de quartzo é prensada e queimada lentamente a 1.350–1.430 °C (é sinterização, com os grãos se soldando uns aos outros, sem fusão total). O tijolo de sílica de alta pureza tem ≥93,6% de SiO₂ e amolece sob carga a 1.620 °C. A sílica pura só funde perto de 1.650–1.726 °C.
Fritagem: sílica + fundentes fundem a 1.300–1.500 °C em forno de tanque, formando um vidro homogêneo, resfriado rapidamente em água (quenching); o choque térmico fragmenta o vidro em grãos (a "frita"), que depois são moídos. O objetivo é insolubilizar minerais fundentes (bórax, compostos de chumbo) que seriam solúveis em água no estado bruto, além de reduzir bolhas e melhorar a dispersão de cor no esmalte.
Quanto custa importar cada produto desta cadeia
- Preço de importação por NCM, mês a mês desde 2000
- De onde vem, por qual porto e por qual estado
- Alertas quando o preço sai da faixa
- Radar IA respondendo com fonte