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Cadeias de valor / Especialidades

Fragrâncias e aromas

Moléculas sintéticas que reproduzem cheiros e sabores naturais, com alta pureza e produção em pequena escala.

  • Fenol → Síntese fina
  • Síntese fina → Vanilina
  • Síntese fina → Cumarina
  • Vanilina → Casa de perfumaria
  • Cumarina → Casa de perfumaria
  • Casa de essências naturais → Casa de perfumaria

Visão geral

A indústria de fragrâncias e aromas fabrica moléculas sintéticas idênticas ou análogas a cheiros e sabores naturais, com foco em alta pureza e produção em pequena escala. Este subsetor usa o fenol como matéria-prima de duas moléculas históricas, a vanilina e a cumarina, por síntese fina em batelada; elas depois entram como acordes na perfumaria.

Como se produz

Vanilina via guaiacol (rota Rhodia/Riedel, ~85% da produção mundial): fenol → guaiacol → condensação com ácido glioxílico (meio alcalino) → ácido vanililmandélico → descarboxilação oxidativa (Cu/O₂) → vanilina. Rotas alternativas: vanilina de lignina (Borregaard, ~15% do mercado) e rotas biotecnológicas emergentes.

Cumarina via reação de Perkin (1868): salicilaldeído + anidrido acético (base acetato de sódio) → condensação aldólica → lactonização → cumarina. O salicilaldeído vem do fenol (via o-cresol ou éster bórico). Um marco histórico: em 1882, a cumarina entrou no Fougère Royale (Houbigant, Paul Parquet), o primeiro perfume comercial com uma molécula sintética, origem da família olfativa fougère.

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